23 agosto 2009

27 - Fim da Ordem do Dragão

Data: 07/04/1383 (Mês das Tempestades – Ano do Guerreiro Vingado)
Dia: 23/08/2009



Taurus Lorien ( LN elf Wiz 10 ) Palinha
Drift o guerreiro ( NG hm Ftr 8 / Cav 2 ) Tiago
Lothar Mordrech ( LG hmn Pal 9 ) Jú
Kage Fan' Guard ( CN drf Ftr 9 / Bbr 1 ) Túlio

Depois de dois anos sem que nada de extraordinário acontecesse, Drift repara que sua bigorna não estava onde costumava estar, em seu lugar havia uma bem maior e com algumas runas estranhas insritas nela. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, Lhorr surge por de trás da porta da cosinha de sua casa com o rosto pádido e assustado.

Drift: “Lhorr?? O que você faz aqui? Pensei que...”

Lhorr: “Não há tempo Drift preciso falar com Kage agora. Onde ele está? Algo terrível aconteceu, onde está Kage?”

Assim seguem para a torre de Kage, e o encontram junto com sua esposa e filhos prontos para o Jantar.

Lhorr: “Kage, Kage! Terrível. O Mestre da Ordem dos Cavaleiros dos Dragões está louco. Ele está dando as ordens mais loucas. É como se não fosse ele.”

Kage: “Lhorr?? Que? O que aquele humano tá fazeno? Que tipo de ordem?”

Lhorr: “Ele está enviando os Cavaleiros do Dragão para as missões mais malucas. Os está enviando para saquear tesouros, roubar itens mágicos, matar pessoas. Os cavaleiros nunca agiram fora dos templos. Nunca tiveram interrese em dinheiro. Ele está inssistindo para que eu construa alguns artefatos poderosos para ele. Tive de fugir de lá e vir para cá.”

Kage: “Acho que o Tauros falou mermo alguma coisa desses trem de tá possuído. Precisamo fala cum ele! Vô chama o elfo.”

Mais uma vez Lhorr os explicou sobre o estranho comportamento do Mestre da Ordem.

Tauros: “Bem que eu tentei falar. Eu estava sentindo uma presença todo o tempo que estivemos lá em cima no templo.”

Drift: “Uma presença? E porque você não falou alguma coisa?”

Tauros: “Eu tentei falar, mas acho que me esqueci depois. Acho que era a mesma criatura que tinha possuído aquele cada dos mil livros no Dragão Dourado.”

Lhorr: “Pelas Barbas de Moradin! Então vocês sabiam? Todo este tempo vocês sabiam e não falaram nada?”

Kage: “Mais uma vez... Morte e destruição pelo caminho... humff...”

Lhorr: “E o que faremos agora? Com o poder das Esferas do Dragão e com os poderes do Mestre a criatura se tornará invencível! Temos que impedi-la de qualquer jeito, a qualquer custo.”

Drift: “Ah não! Vamos ter que lutar contra aqueles cavaleiros de novo?”

Lhorr: “Não, sei de uma passagem secreta que leva até ao templo do mestre passando por dentro da montanha, pelos antigos covis dos Dragões”

Drift: “Não podemos contar este detalhe para o Lothar”

Kage: “Vamo mata o cara o quebra as esfera?”

Lhorr: “As esferas são artefatos e não podem ser destruídas por suas armas Kage. Humm mas meu martelo pode destrui-las... Mas não deveriamos fazer isso. Destruí-las vai liberar seus poderes no mundo.... mas se não o fizermos... o mestre poderá invocar os outros cavaleiros e será ainda mais difícil derrotalo. Não sei o que fazer. Mas não acho uma boa idéia liberar os poderes no ar.”

Drift: “Porque não? O que esse poder pode fazer?”

Lhorr: “Não sei. Em verdade não sei, mas para evitar isso que os Dragões fizeram as esferas.”

Tauros: “Já há muita energia mágica no mundo e não vejo problema nisso.”

Kage: “Vamu quebra elas então!”

Lhorr: “Mas, mas...”

Kage: “Vamu chama o Lothar e ir logo com isso. To parado a muito tempo. Veja como minha barba já ta grande! hehehe”

Ao chamarem Lothar, ocultaram o detalhe de que passariam pelos antigos covis. Lhorr os teletransportou para o seu templo e ali ele pegou em uma caixa cheia deixou quase todos seus itens ali e pegou um pequeno bastão e quatro estranhos medalhões.

Tauros: “Parecem ser medalhões de proteção. Contra o que são?”

Lhorr: “Ponham logo, isso protegerá vocês das magias da esfera da morte! E vamos logo, temos de ir rápido antes que saibam que estamos aqui.”

Lhorr moveu uma das pedras do chão do seu templo e um túnel se abriu levantando alguma poeira. O cheiro de mofo forte e algumas teias de aranha indicavam que a muito tempo esta passagem não é usada. Com um movimento de suas mãos, a espada de Lothar começou a brilhar iluminando o túnel. Lhorr seguiu na frente indicando o caminho.

Depois quase uma hora andando e depois de muitas e muitas estranhas curvas, Kage tinha certeza de que era a quarta vez que passava pelo mesmo túnel.

Kage: “Acho que já passamu aqui. Ô Lhorr, nós tamu perdido num é?”

Lhorr: “Não, não, é por aqui mesmo... ou por aqui... ummmm bem vamos por aqui...”

Drift: “Lhorr, você sabe mesmo o caminho?”

Neste momento, Lothar ouve um som distante de risos de criança... Seus olhos já estavam atentos por todo o caminho porque sabia que Valraxaxath, a dragoa que seqüestrou seus filhos deveria morar nestas monhtanhas, então ao ouvir os risos gritou!

Lothar: “MEUS FILHOS, ELESTIR, KIAMUS, ONDE VOCÊS ESTÃO??”

E disparou a correr sosinho por um dos corredores. Kage correu atrás de Lothar e tentou agarra-lo e o segurar, mas apesar de sua força, Lothar continuou seguindo seu caminho como se Kage não fosse nada. Os demais aventureiros hesitaram a seguir pelo túnel que Lothar e Kage foram com medo de ali haver um dragão, mas Lothar esperava encontrar um.

No fim do túnel, uma sala ampla se extendia ao redor de Lothar e bem ao meio desta enorme sala, havia um grande arco de pedra e ferro como uma enorme roda de carroça cravada no chão da caverna. Dali saia o som das rizadas e Lothar pode distinguir uma voz de mulher. Como se estivesse instruindo algo. Mas o som parecia distante e nenhuma palavra podia ser distinguida. Quando Lhorr entrou na sala, seus olhos brilharam e ele exclamou.

Lhorr: “Ela Existe!!! Veja Kage, esta é a Roda do Tempo, sempre pensei que era uma lenda.”

Kage: “Isso é mágico é? O que faz?”

Lhorr: “Ela é como um portal comum, mas além de levar para lugares distintos, leva para diferentes tempos. Com ela você pode ir para o passado ou para o futuro. Os sons que saem dela são de pessoas e seres que em alguma época estiveram perto da roda... ou de pessoas que ainda vão estar.”

Lothar: “Mas eu escuto meus filhos, isso quer dizer que eles estão aqui? Vou atrás deles!”

Dizendo isso Lothar pula para dentro do portal, mas nada acontece.

Lhorr: “Lothar, infelizmente não tenho como ativar este portal. A lenda diz que seu criador queria entender a origem do universo e para isso criou o portal, mas ele desapareceu e ninguém nunca soube como o ativar, talvez eu consiga descobrir, mas isso levaria uma vida de estudo para tentar compreende-lo.”

Tauros: “Vamos Lothar, seus filhos não estão aqui agora, talvez eles já estiveram ou ainda vão estar, mas agora não estão. É melhor seguirmos até o templo e terminar o que começamos e destruir as esferas.”

Lhorr: “Ainda não acho que isso seja uma boa idéia.”

Assim os aventureiros voltaram pelo caminho que vieram e quase duas horas depois conseguiram finalmente chegar até o templo do mestre. Kage e Lothar foram os primeiros a sair, para dar cobertura a Lhorr que se encarregaria de destruir as esferas. Assim que saíram pela passagem para dentro do templo, uma figura negra saiu de dentro de uma sombra e disse:

Mestre Cavaleiro: “Estive esperando vocês. Sabia que viriam me enfrentar. Vocês sempre vêm. Por duas vezes impediram meus planos. Por duas vezes me derrotaram, mas desta vez será diferente. Agora eu tenho o poder deste cavaleiro da morte e em breve o poder de todas as esferas!”

Lothar: “Quando nos derrotamos ele?”

Kage: “Voce era aquele cara dos mil pergaminhos que tentou explodir o barco voador né? E quem mais mesmo”

Mestre Cavaleiro: “E você Kage se diz herói covardemente me matou depois de eu me render não é? E ainda tem a aldácia de ir morar na minha torre.”

Tauros: “Que criatura é você que possuiu Goleran Mil Livros e Vitor Saint`Dermain? Algum ser do plano do Medo pelo que me disseram.”

Mestre Cavaleiro: “Hoje me vingarei de vocês. E começarei por você Kage”

O Mestre cavaleiro ergue a mão e diz “Morra” para Kage, mas nada acontece com o Anão, confuzo o cavaleiro aponta para Kage e lança um raio da morte, mas protegido pelo medalhão de Lhorr, Kage apenas se fere um pouco. O suficiente para enfurecê-lo e correr para cima do cavaleiro com seu martelo. Mas este não era o único poder do cavaleiro e com um movimento das mãos, ele paralizou Kage o deixando fora do combate.

Lhotar e Drift correram para cima do cavaleiro com suas armas e viram que ele não era como os outros cavaleiros com os quais lutaram. Ele era realmente muito superior e seus golpes mais rápidos e mais fortes. Tauros lançou quantas magias pode, mas grande parte delas, o cavaleiro se desviou ou não o afetou.

Mas isso foi o suficiente para distrair o cavaleiro para que Lhorr corresse por traz do combate e começasse a esmagar cada uma das esferas. A cada esfera que quebrava, uma estranha onda explodia no ar. Cada uma destas ondas parecia atingir o cavaleiro e o fazia torcer e gritar. Seus golpes ficavam mais lentos e mais fracos, mas nem tanto, pois ainda sim derrubou Drift o deixando inconciente.

O cavaleiro saiu tentando fugir de Lothar e atacar Lhorr, mas a espada de Lothar era muito grande e ainda conseguiu atingir o cavaleiro mesmo tendo se recuado e Tauros, com seu poder, ainda conseguiu atingi-lo com suas magias derrubando o cavaleiro e permitindo que Lhorr terminasse de destruir as esferas.

Com as esferas destruídas, o templo começou a ruir, forçando Lhorr a usar seu ultimo teleporte para levá-los de volta a Halruaa antes que o teto do templo caísse em cima deles. Lothar e Drift sentiram algo estranho ao voltar para casa, mas não souberam dizer o que era.

Lhorr: “Hummm uma coisa vocês não pensaram... sem o poder das esferas não sei como vou terminar o bracelete que eu estou fazendo... humm vou ter de pensar alguma coisa. Talvez Tauros possa me ajudar.
Mas pelo menos minha bigorna esta na casa do Drift e eu posso deixar-la lá para trabalhar no Bracelete.”


Kage: “Sem o bracelete não podemos voltar pra casa.”

Lothar: “O Portal ainda vai ficar lacrado por onze anos. Temos que forjar o brcelete novo antes disso. O portal abrirá enquanto houver sol no primeiro dia do mês da queda das folhas no ano 1394”

Lhorr: “Ainda faltavam cinco anos para eu terminar com o poder das esferas. Se eu encontrar uma outra folma talvez com o dobro eu termine, mas primeiro preciso sabe como. O pior é que perdi todos os itens mágicos que eu tinha. Estava tudo no meu templo. Só ficou esse bastão que eu peguei antes de sair. É um bastão de reencarnação. Pensei que talvez pudéssemos usar isso com você Drift para que reencarne em outro corpo e deixe de ser lobisomem.”

Lothar: “Ei podemos usar isso para reencarnar o nosso amigo Tord Mor!”

26 - O Roubo do Ovo do Dragão

Data: 25/02/1381 (A Garra do Inverno – Ano da Fome Implacável)
Dia: 23/08/2009



Taurus Lorien ( LN elf Wiz 10 ) Palinha
Drift o guerreiro ( NG hm Ftr 8 / Cav 2 ) Tiago
Lothar Mordrech ( LG hmn Pal 9 ) Jú
Kage Fan' Guard ( CN drf Ftr 9 / Bbr 1 ) Túlio

De volta a cidade de Ishau nas selvas de Chult. Os aventureiros aguardavam o retorno do navio Dragão Dourado. Quando receberam um chamado de Lhorr através da esfera mágica.

Lhorr: “Vocês precisam sair daí imediatamente e voltar para cá. Aconteceu uma coisa terrível.”

Drift: “O que ocorreu Lhorr.”

Lhorr: “O Dragão Negro que morava nos Picos de Fogo matou quatro dos Cavaleiros do Dragão. Ele, ou melhor ela disse que quer o Ovo de volta. Não sabemos nada sobre nenhum ovo, então ela disse que iria atrás de vocês, uma vez que foram os únicos além de nós que estiveram nos Picos de Fogo.”

Drift: “O dragão está vindo atrás de nós? Mas não sabemos nada sobre nenhum ovo!”

Neste momento Tauros percebe que a bolsa que Netyarch Zalathorm, mago supremo de Halarahh está selada, indicando que o ovo de dragão foi colocado dentro dela e provavelmente já está com o mago.

Tauros: “Bem, na verdade eu sei do que ele está falando... preciso contar uma coisa a vocês. A cerca de um mês, quando estávamos saindo de Halruaa, Zalathorm, o mago mais poderoso da escola de magia me procurou, e me disse que em nossa viagem eu passaria próximo de um ovo de dragão, e que eu deveria pega-lo e o por na sacola. Isso faria com que o ovo fosse direto para os cuidados dele. Em troca ele me daria acesso aos níveis inferiores da biblioteca arcana... mas eu juro. Em momento algum passei perto de um ovo de dragão. Não sei quem colocou o ovo na sacola, pois ela está selada, indicando que um ovo foi enviado a Zalathorm.”

Kage: “O que diabos o mago quer com o ovo de um dragão negro?”

Tauros: “Criá-lo creio eu?”

Lothar: “Por Helm, quem teria um animal tão vil como animal de estimação?”

Lhorr: “Pelas barbas de Moradim, então realmente vocês roubaram o ovo, imagino que ele estava em algum lugar dentro dos Picos de Fogo... Bem, usem o elmo de teletransporte e voltem para cá imediatamente.”

Kage: “E mais uma vez os Mensageiros do Caos trazem o caos e a morte para todos... humf...”

Drift: “Não. Eu não deixarei minhas tropas aqui. Eles não são páreo para um dragão, vão todos morrer. Não posso permitir isso.”

Tauros: “Nem nós podemos com um dragão, vamos morrer todos.”

Drift: “Não importa. Não abandonarei meus homens”

Tauros: “O dragão está atrás de nós e não deles, se formos para os picos, o dragão irá atrás de nós e deixará a cidade em paz. É a única forma de os salvar.”

Drift: “Acho que você tem razão, melhor irmos. Espero que dê certo Tauros, isso tudo é culpa sua.”

Antes de partir, Drift e Kage informaram a todos os guardas do iminente ataque e fizeram com que todos se escondessem em alguns salões subterrâneos, mas em nenhum momento informaram o porque do iminente ataque, apenas que deveriam partir para impedir o ataque. Assim se teletransportaram para o templo de Lhorr.

Uma vez no templo, chegaram a conclusão que o melhor seria ir atrás de Zalathorm e cobrar uma explicação e coibi-lo a devolver o ovo. Assim partiram para a escola de magia. Uma vez na escola, somente a Taurus foi permitido o acesso à torre de Zalathorm, pois Taurus é aluno na escola.

Zalathorm não estava presente, mas deixou 10000 peças de ouro para Taurus e uma faixa vermelha com um pergaminho para acesso até o oitavo andar da biblioteca. Isto confirmou a Tauros que Zalathorm estava realmente com o ovo, mas este deixou um nota dizendo que não estaria acessível durante todo o mês e ninguém sabia de seu paradeiro.

Enquanto Taurus buscava Zalathorm, Lhorr ficou impaciente e se teletransportou. Alguns minutos depois ele chamou novamente os aventureiros e lhes disse:

Lhorr: “Senhores, desculpem partir sem avisar, mas precisava dar um jeito no dragão. Ela podia destruir tanto Ishau quanto matar os outros cavaleiros da minha ordem. Então a enviei para onde podem lidar com ela. Ele está indo para a escola de magia neste instante, não creio que vá demorar, pois disse a ela que quem roubou o ovo foi Lothar.”

Lothar: “Eu? Porque eu?”

Lhorr: “Bem, você agora tem a Espada Gigante dos Picos de Fogo não é? A espada do matador de Dragões. Talvez você consiga derrotá-la com a espada. E até onde sei, ai na escola de magia vocês estarão protegidos.”

Neste instante começam a acontecer tremores e sons de explosão fora do grande salão da escola de magia. Parte do teto vem a baixo, e assim que Tauros se une ao grupo, a torre de onde ele saiu também vem a baixo. Pelo buraco no teto, os aventureiros vêem o grande dragão atacando as torres da escola de magia. Quase nenhuma magia o atinge graças a suas proteções e o ataque às torres da escola são ferozes, mas os magos da escola de magia são poderosos e começam a ultrapassar suas proteções mágicas até que vários o atingem de uma só vez. O dragão assim se afasta e foge para longe da escola com grandes rugidos.

O momento de alivio é curto, pois percebem que o dragão segue para Halruaa. Ali todos tem família e temem por ela. Drift teme por sua esposa Daniele, Kage por sua esposa Mariarth e seu filho Drift e Lothar, por sua esposa Laiandra e seus filhos Kiamus e Elestir. Desesperados buscam uma forma de descer da escola flutuante. Taurus faz o que pode para ajudar, mas não tem como descer todos de uma vez e compra pergaminhos de vôo.

Mesmo voando, demoram cerca de 6 horas para chegar à cidade e quando chegam era tarde demais. Boa parte da cidade está destruída. Cada um corre para sua respectiva casa para saber se estão bem e assim os encontra, porém isso não ocorre com Lothar... Ao chegar em casa, depara com sua esposa Laiandra aos prantos e a sala toda revirada. Assim que ela o vê, ela levanta e o ataca com socos dizendo:

Laiandra: “O QUE VOCÊ FEZ? ELA LEVOU NOSSOS FILHOS!! NOSSOS FILHOS!!. O QUE VOCÊ FEZ?”

Lothar: “Nossos filhos??? Cadê eles? Quem levou eles?”

Laiandra: “NAAAO, NOSSOS FILHOS!! Uma mulher esteve aqui e levou nossos filhos. Ela disse que você roubou o filho dela e por isso ela roubou os nossos. ELA LEVOU NOSSOS FILHOS!! O QUE VOCÊ FEZ?”

Lothar: “Eu não roubei filhos de ninguém, que você está falando?? Por Helm, nossos Filhos...”

Não foi fácil para Lothar aceitar o desaparecimento de seus filhos para esta misteriosa mulher. Taurus, Drift e Kage se ofereceram para ajudar a encontrá-los, mas onde buscar?

Lothar quase perdeu sua cabeça de tristeza. Seu casamento entrou em uma profunda crise e ele passou a ficar durante todo o dia e se possível durante as noites se dedicando ao seu templo e ajudando aos doentes. Agora que não há mais clérigos, as coisas andam ainda mais difíceis.

Drift se dedicou aos treinamentos das tropas Medani. Apesar das diversas viagens que teve de fazer a Ishau conseguiu seguir com a pequena escola de pequenos escudeiros em Halaraa. Como Cavaleiro, começou a montar uma pequena tropa a sua disposição e a seu comando, como fiéis seguidores.

Kage, como general das tropas de Ishau, mesmo sob comando de Drift, se tornou bastante respeitado entre os soldados, por sua força incrível. E junto com seu amigo fizeram diversas viagens organizando e treinando as tropas.

Taurus voltou a escola de magia. Sempre com seus estudos aprofundando na arte arcana, mas com a faixa vermelha de respeito e acesso a biblioteca, passou a lecionar disciplinas básicas na escola de magia. Ensinando pequenos cantrips para pequenos aprendizes.

Mas em momento algum nenhum dos aventureiros desistiu de buscar os filhos desaparecidos de Lhotar e após dois anos de pesquisas e buscas de informação, Kage e Drift ouviram em uma das viagens no Dragão Dourado a história de outro dragão... um dragão negro chamado Valraxaxath. A cerca de 70 anos atrás, no ano do Carvalho Destruído, ela aterrorizou Halruahh por quatro dias e desapareceu no grande pântano. O ataque do dia em que os filhos de Lothar desapareceram foi muito semelhante e muitos acreditam que foi esta dragoa que atacou novamente. Dizem que ela costuma tomar forma de humana algumas vezes e isto explicaria o que a mulher disse quando falou que Lothar havia roubado seu filho, ela se referia ao ovo que Lothar roubou, pois ela é Valraxaxath.

22 agosto 2009

25 - Floresta de Chult e as 12 Casas

Data: 17/01/1381 (O Inverno Profundo – Ano da Fome Implacável)
Dia: 22/08/2009



Taurus Lorien ( LN elf Wiz 8 ) Palinha
Drift o guerreiro ( NG hm Ftr 8 / Cav 1 ) Tiago
Tord Mor ( LG elf Clr 8 ) Tito
Lothar Mordrech ( LG hmn Pal 7 ) Jú
Kage Fan' Guard ( CN drf Ftr 8 / Bbr 1 ) Túlio
Bronks ( CN drf Ftr 7 ) Spok

No primeiro dia dos aventureiros na cidade de Ishau nas bordas sul das fechadas e intocáveis florestas de Chult. Os aventureiros discutiram com Lhorr Bronze Partido sobre o atentado a sua vida ocorrido a bordo do famigerado navio Dragão Dourado.

Lhorr: “Vocês disseram que ele estava possuído? Pelo que? O que ele ganha explodindo o barco e matando a todos ou incitando a briga e desconfiança entre as casas?”

Mas a primeira noite na cidade estava longe de ser uma noite tranqüila. Os poderosos e onipresentes Magehounds de Halruahh se reuniram com os herós em uma audiência sobre os ocorridos no navio.

Magehound: “Já havíamos percebido que havia uma criatura de outro plano possuindo Vitor Saint’Demain, mas depois que ele desapareceu imaginamos que estava morto. Por isso ele estava agindo tão estranho. Depois de morto, a criatura deve ter se movido para outro hospedeiro. Cremos que este era Goleran Mil Livros. Fizemos uma análise em seu corpo e aparentemente era o mesmo caso. Agora ele pode estar em qualquer lugar. Não sabemos o que ele quer e nem se não mais de um, mas acreditamos que seja alguma criatura do plano do medo. Tauros, você que é escolado nas artes arcanas, peço que nos informe caso descubram algo ou detectem alguma mudança drástica no comportamento de alguém que indique estar possuído por esta criatura.”

Ainda antes de dormir, o Barão Medani veio até os aventureiros para falar com Drift.

Barão Medani: “Drift. Preciso de sua ajuda e dos outros Braços de Haluaa. A guarda aqui em Ishau está um caos. Não tenho homens de armas entre meus melhores, apenas homens de magia. Não sei o que fazer para organizar estes homes, mas já vi como você tem liderança e preciso disso por aqui. Se você estiver disposto a me ajudar com isso, pretendo torná-lo Cavaleiro Medani”

A cerimônia de nomeação foi simples e rápida, para não falar um tanto improvisada. Todos ficaram empolgados por um autêntico Braço de Halruaa, um homem de armas no comando. Mas durou apenas uma noite, pois os aventureiros tiveram de seguir viagem no dia seguinte através das florestas para ajudar Lhorr a recuperar seu martelo.

A viagem de Ishau até os templos da ordem do dragão é uma viagem de 12 dias através da selva e subindo as colinas dos picos de fogo. As selvas são extremamente perigosas e definitivamente não são como as florestas dos vales, onde aventureiros inexperientes passeiam.

Lhorr seguiu guiando os aventureiros através da selva usando um livro antigo com indicações de um caminho mais seguro. Mesmo assim, criaturas enormes e mortíferas apareceram. Animais gigantescos e tão ancestrais como os Picos de Fogo no centro da selva. Por diversas vezes os aventureiros se viram entre a vida e a morte especialmente quando Bronks foi engolido por uma enorme criatura, ou quando Drift foi atropelado com seu cavalo e tudo por um outro enorme animal.

Aproximando das colinas onde ficam os picos de fogo, Lhorr alerta aos aventureiros quanto aos perigos nas montanhas.

Lhorr: “Aqui teremos de ter mais cuidado senhores. Teremos de passar próximo a vila dos gigantes para chegar ao planalto onde se iniciam os templos. Os gigantes que aqui residem não são maus, mas não gostam de forasteiros.
Acreditem, eles são mais fortes do que parecem. São chamados gigantes da tempestade. Não chegaremos a entrar em sua vila, mas passaremos pelo guardião do portão que da acesso a sua vila e ao templo.
Nestas montanhas vivem também dragões ancestrais. Mas estes estão muito além dos templos.”


O clima vai se tornando bem mais fraco com a subida e no segundo dia de subida os aventureiros se deparam com um inimigo. Os Monstros ferrugem aparentemente farejaram o equipamento de metal dos aventureiros e atacam os mais bem equipados, deixando Drift sem sua espada. Kage, apesar dos diversos ataques consegue manter seu equipamento intacto.

Com os equipamentos danificados, Lhorr sugere aos aventureiros saquear um cemitério próximo para conseguir alguns equipamentos. Ali encontraram os corpos dos antigos aventureiros que tentaram passar pelo guardião dos portões e foram jogados penhasco abaixo. Junto aos corpos encontraram alguns equipamentos ainda utilizáveis, mas estes estavam protegidos por alguns mortos vivos. Muitos foram destruídos pela imposição da fé de Tord Mor.

Antes de chegarem ao portão, Tauros sente uma presença os observando, mas ignora e seguem caminho.

Ao se aproximarem dos altos muros do portão, os aventureiros se deparam com um gigante verde com uma bela armadura e uma espada curta (para um gigante).

Guardião: “Então, depois de profanarem o tumulo dos rejeitados e roubarem seus pertences ainda têm a audácia de vir até aqui?
Normalmente eu cobraria 2 mil peças pela cabeça de cada um para entrar e mais 5 por cada cabeça de anão sujo, mas acho que vou ter de substituir os mortos vivos que cuidavam dos vales abaixo com a alma de vocês.”


Lhorr: “Eh.. ele está usando a Espada Gigante dos Picos de Fogo, é a espada dos Guardiões, muito cuidado.”

Sem tentar conversar nem nada os aventureiros se preparam para o combate, mas o gigante é realmente forte e lança um raio encadeado atingindo a todos os aventureiros de uma só vez e os deixando feridos antes mesmo de o combate começar.

O Combate é árduo e Drift tomba duas vezes. Kage também tomba uma vez, mas Tord Mor está lá para os ajudar. Infelizmente não por muito tempo, pois ao se aproximar para atacar o gigante, também é atingido por sua espada e cai morto. Não foi um movimento muito inteligente de sua parte, clérigos devem permanecer na retaguarda dando suporte ao grupo. O mesmo ocorre com Bronks que é partido ao meio pelos poderosos golpes. Grande é o pesar no coração de todos pela perda de seus companheiros. Principalmente de Tord Mor que já seguia junto ao grupo a muitos anos.

Em homenagem ao seu companheiro, os aventureiros o enterram junto ao portão e moldam duas lápides com a rocha das paredes do muro. Lothar deixa como inscrição no tumulo de Tord Mor:

Inscrição: “Aqui jaz Tordalin Morther, o último clérigo de Faerun”

Junto ao tumulo de Brinks, Kage prente seu escudo mágico à rocha antes de esta endurecer.

Seguem assim o caminho além do portão para os templos dos cavaleiros dos dragões. Lhorr leva consigo a espada mágica do guardião. Lothar ficou apreensivo quanto a espada, pois seu poder muito lhe interessa, mas espada de duas mãos não é bem sua especialidade. Drift, apesar de ser especialista em espada de duas mãos, prefere usar o martelo emprestado de Kage. Na verdade Drift teme o poder da espada. Ele teme qualquer tipo de poder que o torne poderoso.

Drift: “Não quero usar a espada que matou dois de meus amigos. Não quero a espada que matou Tord. Prefiro este martelo.”

Seguindo viagem para as 12 casas os aventureiros seguem por mais um dia de viagem, e apesar da insistência de Lhorr para que seguissem sem descanso, Tauros necessitava descansar para recuperar suas magias, pois estava esgotado do combate com o gigante.

Lhorr: “Temos de seguir rápido até os templos. Antes que percebam que o guardião foi derrotado.”

Continuando a viagem, chegaram a pequena vila abaixo dos picos de fogo. A população parecia muito tranqüila e pacifica. Tudo na cidade parecia perfeito. As plantações, as roupas, sem miséria. E a população não temia homens tão fortemente armados, sinal de que também não conviviam com violência.

Do outro lado da cidade uma larga escadaria com degraus compridos e um pouco altos subia por vários metros até uma muralha nas paredes do morro. Ali, cerca de 40 homens terminavam de arrumar suas armaduras de aço e preparar suas espadas e escudos.

Mais uma vez Tauros pressente uma presença os observando. Apesar de desejar conversar sobre o assunto com Lhorr, o momento não é oportuno e o assunto novamente cai no esquecimento.

Lhorr: “Deixem que eu falo com o cavaleiro do dragão, não digam nada ou podem complicar as coisas”.

Dos portões saiu o Cavaleiro meio elfo com sua armadura completa e uma espada de 2 mãos nas costas.

Lyrandar: “Meu nome é Lyrandar, guardião do templo da tempestade. Quem são vocês, o que querem aqui e como aqui chegaram? Pois não tivemos um alerta do Guardião.”

Lhorr: “Viemos falar com o mestre. Requisito o Desafio dos Bravos. Meus desafiantes estão prontos para o desafio.”

Lyrandar: “Desafio dos Bravos? Como.. Onde você ouviu falar isso?”

Lhorr: “Temos pouco tempo. Vamos com isso.”

Lyrandar: “Muito bem. Esta é sua escolha. Abram caminho homens.”

Lyrandar sobe até seu templo, e com um movimento, uma das torres de seu forte se acende com uma chama vermelha.

Lhorr: “A única forma de chegar até o Mestre dos Dragões é através do Desafio dos Bravos. Desta forma devemos chegar até lá em menos de um dia. Existem outras formas, mas elas demoram muito e logo descobrirão sobre o Guardião. Com o desafio estaremos protegidos. Se souberem quem eu sou, também estaremos perdidos.
O desafio consiste em derrotar os cavaleiros um a um em combate individual. Para derrotá-los temos de atingi-los 3 vezes com golpes fortes (10 dano cada) ou morrer tentando. Caso um de vocês morra, outro pode substituir o desafiante. Todos devem lutar ao menos uma vez. Somente ao mestre poderemos falar abertamente, pois estaremos protegidos pela vitória do desafio.”


Dentro das muralhas existe templo com o símbolo de um raio. Ao redor do templo, um grande pomar com diversas frutas. Além do templo, uma longa escadaria segue subindo.

As lutas com os cavaleiros são extremamente difíceis. Eles são guerreiros excepcionais, mas não são de má índole e não desejam que os aventureiros morrem, mas mesmo assim atingem golpes poderosos o suficiente para deixados inconscientes.

Lothar se mostra pronto para todos os desafios, mas sempre tomba ante aos poderosos golpes dos Cavaleiros do Dragão, por 8 duelos ele se ofereceu, em 8 duelos ele tombou, mas ao fim conseguiu derrotar o Mestre Phiarlan da décima casa, a casa das Sombras.

Drift também apanhou muito no início, mas se mostrou vencedor em algumas outras casas a frente.

Kage, com seu poderoso martelo venceu quase todos os desafios em que participou. Seus golpes foram muito rápidos e poderosos e seu corpo, apesar dos inúmeros golpes, resistiu em pé muito além de qualque um.

Tauros, por limitação de sua magia participou de três duelos, um em destaque contra o guerreiro anão, o mestre Kundarak, onde sabiamente evitou avançar em campo de batalha e evitou suas armadilhas.

Até mesmo Lhorr teve de lutar, e sua luta foi na nona casa, contra o Mestre Sivis, um gnomo mago extremamente poderoso que facilmente derrotou todos os quatro aventureiros com suas poderosas magias.

Ao atravessarem a quarta casa, não tiveram combate, pois esta é a casa da manutenção e reparo, casa do antigo mestre de Lhorr. Alí Lhorr pode realizar o ritual de fogo e entregar a Espada Gigante dos Picos de Fogo a seu novo portador, Lothar. O imenso poder da espada brilhou nos olhos de Lothar, um brilho de sede de poder que pode corromper até mesmo uma alma nobre como a de um paladino de Helm. Ninguém notou este brilho mas ele ali estava e por certo não passou despercebido aos olhos de Helm, o olho que tudo vê.

Ao chegarem à 13 casa os aventureiros se depararam com uma figura sombria que os aguardava. Neste momento Tauros sente novamente a presença.

Mestre Dragão: “Então vocês venceram o desafio. O que querem me consultar? Que resposta eu posso dar que valha tanto esforço?”

Depois de falar. O mestre dragão sente uma sensação estranha e uma dor de cabeça. E a presença desaparece. Tauros imediatamente desconfia que o grande cavaleiro está sendo dominado por alguma força, provavelmente alguma criatura de outro plano como alertado pelos Magehounds de Halruaa alguns dias atrás, mas sem sabe o que fazer, nada faz. Esta falta de ação ainda causaria danos terríveis a todos que poderiam ser evitados por Tauros.

Lhorr: “Eu sou Lhorr, Cavaleiro Gorgon descendente e herdeiro de Cannith”

Mestre Dragão: “O que? Cavaleiro da Criação? Como ousa voltar aos templos e a ordem que abandonou? Não sinto a presença de sua esfera.”

Lhorr: “Exatamente este é o problema. Vim abdicar do posto de cavaleiro e assumir minha punição, pois não mais porto a esfera do dragão. Ela foi roubada por ladrões e aqui estou para que me ajudem a localizá-la.”

Mestre Dragão: “Isso é terrível. Um grande perigo assola a ordem do dragão agora que a pedra foi perdida. Sua pena é a morte pela incompetência. Meus cavaleiros se encarregarão de recuperá-la.”

Lhorr: “Aceito minha pena, mas peço uma ultima coisa, peço como o premio da vitória do Desafio dos Bravos, que permitam que eu permaneça no templo da construção até que eu termine a promessa que eu fiz aos meu acompanhantes, concertar um bracelete que a eles.”

Assim, Lhorr leva os aventureiros de volta a quarta casa e dali os envia de volta a Ishau. Lhorr promete trabalhar na recriação do Bracelete do Gelo Eterno assim que os cavaleiros recuperarem seu martelo. E ele estima que para completar o trabalho levará nada menos que 7 anos.

De volta em Ishau Drift e Kage são recebidos de braços abertos e iniciam seu trabalho de organização e treinamento das tropas Medani.

Lhotar e Taurus ficam a espera do grandioso navio Dragão Dourado para retornarem a Halruaa e seguirem com seus trabalhos e sua vida.