22 agosto 2009

25 - Floresta de Chult e as 12 Casas

Data: 17/01/1381 (O Inverno Profundo – Ano da Fome Implacável)
Dia: 22/08/2009



Taurus Lorien ( LN elf Wiz 8 ) Palinha
Drift o guerreiro ( NG hm Ftr 8 / Cav 1 ) Tiago
Tord Mor ( LG elf Clr 8 ) Tito
Lothar Mordrech ( LG hmn Pal 7 ) Jú
Kage Fan' Guard ( CN drf Ftr 8 / Bbr 1 ) Túlio
Bronks ( CN drf Ftr 7 ) Spok

No primeiro dia dos aventureiros na cidade de Ishau nas bordas sul das fechadas e intocáveis florestas de Chult. Os aventureiros discutiram com Lhorr Bronze Partido sobre o atentado a sua vida ocorrido a bordo do famigerado navio Dragão Dourado.

Lhorr: “Vocês disseram que ele estava possuído? Pelo que? O que ele ganha explodindo o barco e matando a todos ou incitando a briga e desconfiança entre as casas?”

Mas a primeira noite na cidade estava longe de ser uma noite tranqüila. Os poderosos e onipresentes Magehounds de Halruahh se reuniram com os herós em uma audiência sobre os ocorridos no navio.

Magehound: “Já havíamos percebido que havia uma criatura de outro plano possuindo Vitor Saint’Demain, mas depois que ele desapareceu imaginamos que estava morto. Por isso ele estava agindo tão estranho. Depois de morto, a criatura deve ter se movido para outro hospedeiro. Cremos que este era Goleran Mil Livros. Fizemos uma análise em seu corpo e aparentemente era o mesmo caso. Agora ele pode estar em qualquer lugar. Não sabemos o que ele quer e nem se não mais de um, mas acreditamos que seja alguma criatura do plano do medo. Tauros, você que é escolado nas artes arcanas, peço que nos informe caso descubram algo ou detectem alguma mudança drástica no comportamento de alguém que indique estar possuído por esta criatura.”

Ainda antes de dormir, o Barão Medani veio até os aventureiros para falar com Drift.

Barão Medani: “Drift. Preciso de sua ajuda e dos outros Braços de Haluaa. A guarda aqui em Ishau está um caos. Não tenho homens de armas entre meus melhores, apenas homens de magia. Não sei o que fazer para organizar estes homes, mas já vi como você tem liderança e preciso disso por aqui. Se você estiver disposto a me ajudar com isso, pretendo torná-lo Cavaleiro Medani”

A cerimônia de nomeação foi simples e rápida, para não falar um tanto improvisada. Todos ficaram empolgados por um autêntico Braço de Halruaa, um homem de armas no comando. Mas durou apenas uma noite, pois os aventureiros tiveram de seguir viagem no dia seguinte através das florestas para ajudar Lhorr a recuperar seu martelo.

A viagem de Ishau até os templos da ordem do dragão é uma viagem de 12 dias através da selva e subindo as colinas dos picos de fogo. As selvas são extremamente perigosas e definitivamente não são como as florestas dos vales, onde aventureiros inexperientes passeiam.

Lhorr seguiu guiando os aventureiros através da selva usando um livro antigo com indicações de um caminho mais seguro. Mesmo assim, criaturas enormes e mortíferas apareceram. Animais gigantescos e tão ancestrais como os Picos de Fogo no centro da selva. Por diversas vezes os aventureiros se viram entre a vida e a morte especialmente quando Bronks foi engolido por uma enorme criatura, ou quando Drift foi atropelado com seu cavalo e tudo por um outro enorme animal.

Aproximando das colinas onde ficam os picos de fogo, Lhorr alerta aos aventureiros quanto aos perigos nas montanhas.

Lhorr: “Aqui teremos de ter mais cuidado senhores. Teremos de passar próximo a vila dos gigantes para chegar ao planalto onde se iniciam os templos. Os gigantes que aqui residem não são maus, mas não gostam de forasteiros.
Acreditem, eles são mais fortes do que parecem. São chamados gigantes da tempestade. Não chegaremos a entrar em sua vila, mas passaremos pelo guardião do portão que da acesso a sua vila e ao templo.
Nestas montanhas vivem também dragões ancestrais. Mas estes estão muito além dos templos.”


O clima vai se tornando bem mais fraco com a subida e no segundo dia de subida os aventureiros se deparam com um inimigo. Os Monstros ferrugem aparentemente farejaram o equipamento de metal dos aventureiros e atacam os mais bem equipados, deixando Drift sem sua espada. Kage, apesar dos diversos ataques consegue manter seu equipamento intacto.

Com os equipamentos danificados, Lhorr sugere aos aventureiros saquear um cemitério próximo para conseguir alguns equipamentos. Ali encontraram os corpos dos antigos aventureiros que tentaram passar pelo guardião dos portões e foram jogados penhasco abaixo. Junto aos corpos encontraram alguns equipamentos ainda utilizáveis, mas estes estavam protegidos por alguns mortos vivos. Muitos foram destruídos pela imposição da fé de Tord Mor.

Antes de chegarem ao portão, Tauros sente uma presença os observando, mas ignora e seguem caminho.

Ao se aproximarem dos altos muros do portão, os aventureiros se deparam com um gigante verde com uma bela armadura e uma espada curta (para um gigante).

Guardião: “Então, depois de profanarem o tumulo dos rejeitados e roubarem seus pertences ainda têm a audácia de vir até aqui?
Normalmente eu cobraria 2 mil peças pela cabeça de cada um para entrar e mais 5 por cada cabeça de anão sujo, mas acho que vou ter de substituir os mortos vivos que cuidavam dos vales abaixo com a alma de vocês.”


Lhorr: “Eh.. ele está usando a Espada Gigante dos Picos de Fogo, é a espada dos Guardiões, muito cuidado.”

Sem tentar conversar nem nada os aventureiros se preparam para o combate, mas o gigante é realmente forte e lança um raio encadeado atingindo a todos os aventureiros de uma só vez e os deixando feridos antes mesmo de o combate começar.

O Combate é árduo e Drift tomba duas vezes. Kage também tomba uma vez, mas Tord Mor está lá para os ajudar. Infelizmente não por muito tempo, pois ao se aproximar para atacar o gigante, também é atingido por sua espada e cai morto. Não foi um movimento muito inteligente de sua parte, clérigos devem permanecer na retaguarda dando suporte ao grupo. O mesmo ocorre com Bronks que é partido ao meio pelos poderosos golpes. Grande é o pesar no coração de todos pela perda de seus companheiros. Principalmente de Tord Mor que já seguia junto ao grupo a muitos anos.

Em homenagem ao seu companheiro, os aventureiros o enterram junto ao portão e moldam duas lápides com a rocha das paredes do muro. Lothar deixa como inscrição no tumulo de Tord Mor:

Inscrição: “Aqui jaz Tordalin Morther, o último clérigo de Faerun”

Junto ao tumulo de Brinks, Kage prente seu escudo mágico à rocha antes de esta endurecer.

Seguem assim o caminho além do portão para os templos dos cavaleiros dos dragões. Lhorr leva consigo a espada mágica do guardião. Lothar ficou apreensivo quanto a espada, pois seu poder muito lhe interessa, mas espada de duas mãos não é bem sua especialidade. Drift, apesar de ser especialista em espada de duas mãos, prefere usar o martelo emprestado de Kage. Na verdade Drift teme o poder da espada. Ele teme qualquer tipo de poder que o torne poderoso.

Drift: “Não quero usar a espada que matou dois de meus amigos. Não quero a espada que matou Tord. Prefiro este martelo.”

Seguindo viagem para as 12 casas os aventureiros seguem por mais um dia de viagem, e apesar da insistência de Lhorr para que seguissem sem descanso, Tauros necessitava descansar para recuperar suas magias, pois estava esgotado do combate com o gigante.

Lhorr: “Temos de seguir rápido até os templos. Antes que percebam que o guardião foi derrotado.”

Continuando a viagem, chegaram a pequena vila abaixo dos picos de fogo. A população parecia muito tranqüila e pacifica. Tudo na cidade parecia perfeito. As plantações, as roupas, sem miséria. E a população não temia homens tão fortemente armados, sinal de que também não conviviam com violência.

Do outro lado da cidade uma larga escadaria com degraus compridos e um pouco altos subia por vários metros até uma muralha nas paredes do morro. Ali, cerca de 40 homens terminavam de arrumar suas armaduras de aço e preparar suas espadas e escudos.

Mais uma vez Tauros pressente uma presença os observando. Apesar de desejar conversar sobre o assunto com Lhorr, o momento não é oportuno e o assunto novamente cai no esquecimento.

Lhorr: “Deixem que eu falo com o cavaleiro do dragão, não digam nada ou podem complicar as coisas”.

Dos portões saiu o Cavaleiro meio elfo com sua armadura completa e uma espada de 2 mãos nas costas.

Lyrandar: “Meu nome é Lyrandar, guardião do templo da tempestade. Quem são vocês, o que querem aqui e como aqui chegaram? Pois não tivemos um alerta do Guardião.”

Lhorr: “Viemos falar com o mestre. Requisito o Desafio dos Bravos. Meus desafiantes estão prontos para o desafio.”

Lyrandar: “Desafio dos Bravos? Como.. Onde você ouviu falar isso?”

Lhorr: “Temos pouco tempo. Vamos com isso.”

Lyrandar: “Muito bem. Esta é sua escolha. Abram caminho homens.”

Lyrandar sobe até seu templo, e com um movimento, uma das torres de seu forte se acende com uma chama vermelha.

Lhorr: “A única forma de chegar até o Mestre dos Dragões é através do Desafio dos Bravos. Desta forma devemos chegar até lá em menos de um dia. Existem outras formas, mas elas demoram muito e logo descobrirão sobre o Guardião. Com o desafio estaremos protegidos. Se souberem quem eu sou, também estaremos perdidos.
O desafio consiste em derrotar os cavaleiros um a um em combate individual. Para derrotá-los temos de atingi-los 3 vezes com golpes fortes (10 dano cada) ou morrer tentando. Caso um de vocês morra, outro pode substituir o desafiante. Todos devem lutar ao menos uma vez. Somente ao mestre poderemos falar abertamente, pois estaremos protegidos pela vitória do desafio.”


Dentro das muralhas existe templo com o símbolo de um raio. Ao redor do templo, um grande pomar com diversas frutas. Além do templo, uma longa escadaria segue subindo.

As lutas com os cavaleiros são extremamente difíceis. Eles são guerreiros excepcionais, mas não são de má índole e não desejam que os aventureiros morrem, mas mesmo assim atingem golpes poderosos o suficiente para deixados inconscientes.

Lothar se mostra pronto para todos os desafios, mas sempre tomba ante aos poderosos golpes dos Cavaleiros do Dragão, por 8 duelos ele se ofereceu, em 8 duelos ele tombou, mas ao fim conseguiu derrotar o Mestre Phiarlan da décima casa, a casa das Sombras.

Drift também apanhou muito no início, mas se mostrou vencedor em algumas outras casas a frente.

Kage, com seu poderoso martelo venceu quase todos os desafios em que participou. Seus golpes foram muito rápidos e poderosos e seu corpo, apesar dos inúmeros golpes, resistiu em pé muito além de qualque um.

Tauros, por limitação de sua magia participou de três duelos, um em destaque contra o guerreiro anão, o mestre Kundarak, onde sabiamente evitou avançar em campo de batalha e evitou suas armadilhas.

Até mesmo Lhorr teve de lutar, e sua luta foi na nona casa, contra o Mestre Sivis, um gnomo mago extremamente poderoso que facilmente derrotou todos os quatro aventureiros com suas poderosas magias.

Ao atravessarem a quarta casa, não tiveram combate, pois esta é a casa da manutenção e reparo, casa do antigo mestre de Lhorr. Alí Lhorr pode realizar o ritual de fogo e entregar a Espada Gigante dos Picos de Fogo a seu novo portador, Lothar. O imenso poder da espada brilhou nos olhos de Lothar, um brilho de sede de poder que pode corromper até mesmo uma alma nobre como a de um paladino de Helm. Ninguém notou este brilho mas ele ali estava e por certo não passou despercebido aos olhos de Helm, o olho que tudo vê.

Ao chegarem à 13 casa os aventureiros se depararam com uma figura sombria que os aguardava. Neste momento Tauros sente novamente a presença.

Mestre Dragão: “Então vocês venceram o desafio. O que querem me consultar? Que resposta eu posso dar que valha tanto esforço?”

Depois de falar. O mestre dragão sente uma sensação estranha e uma dor de cabeça. E a presença desaparece. Tauros imediatamente desconfia que o grande cavaleiro está sendo dominado por alguma força, provavelmente alguma criatura de outro plano como alertado pelos Magehounds de Halruaa alguns dias atrás, mas sem sabe o que fazer, nada faz. Esta falta de ação ainda causaria danos terríveis a todos que poderiam ser evitados por Tauros.

Lhorr: “Eu sou Lhorr, Cavaleiro Gorgon descendente e herdeiro de Cannith”

Mestre Dragão: “O que? Cavaleiro da Criação? Como ousa voltar aos templos e a ordem que abandonou? Não sinto a presença de sua esfera.”

Lhorr: “Exatamente este é o problema. Vim abdicar do posto de cavaleiro e assumir minha punição, pois não mais porto a esfera do dragão. Ela foi roubada por ladrões e aqui estou para que me ajudem a localizá-la.”

Mestre Dragão: “Isso é terrível. Um grande perigo assola a ordem do dragão agora que a pedra foi perdida. Sua pena é a morte pela incompetência. Meus cavaleiros se encarregarão de recuperá-la.”

Lhorr: “Aceito minha pena, mas peço uma ultima coisa, peço como o premio da vitória do Desafio dos Bravos, que permitam que eu permaneça no templo da construção até que eu termine a promessa que eu fiz aos meu acompanhantes, concertar um bracelete que a eles.”

Assim, Lhorr leva os aventureiros de volta a quarta casa e dali os envia de volta a Ishau. Lhorr promete trabalhar na recriação do Bracelete do Gelo Eterno assim que os cavaleiros recuperarem seu martelo. E ele estima que para completar o trabalho levará nada menos que 7 anos.

De volta em Ishau Drift e Kage são recebidos de braços abertos e iniciam seu trabalho de organização e treinamento das tropas Medani.

Lhotar e Taurus ficam a espera do grandioso navio Dragão Dourado para retornarem a Halruaa e seguirem com seus trabalhos e sua vida.

7 comentários:

Unknown disse...

"O imenso poder da espada brilhou nos olhos de Lothar, um brilho de sede de poder que pode corromper até mesmo uma alma nobre como a de um paladino de Helm. Ninguém notou este brilho mas ele ali estava e por certo não passou despercebido aos olhos de Helm, o olho que tudo vê."
Ao chefin fudendo meu paladino... daki a pouco eu viro um peasant com uma espada... fode nao ein chefs... :D

Bruno Pinheiro disse...

Hahaha é isso ai Lothar... paladinos são até certo ponto autruístas. Cuidado com a sede de poder!!

Não é atoa que este é uma das classes mais difíceis de jogar.

Como dizia o Livro do Players da 2a edição... "Você consegue juntar um exercito de 20.000 guereiros, mas nunca conseguirá juntar 10 paladinos na mesma sala."

São muito raros e a maioria já perdeu os poderes por alguma rasão.

Unknown disse...

e o bom que se eu perder meu status, é pra sempre... pq nao tem mais clerigo pra soltar a magia "atonement" pra recuperar meu status, igual aconteceu com o tito...

Unknown disse...

Ae bom que você vira um guerreiro basicão, sem cura, com will e reflexo porco. Porem com muitos Feats e dano a vontade, e o AC Ó uma beleza.
Essa espada deveria ser um War Hammer.

Unknown disse...

é neh... ai mudava o titulo do blog, ao inves de gladiadores da colina distante, agora ia ser As aventuras de kage fan'guard ao redor do mundo!!!
hauuhauhauhauha

Bruno Pinheiro disse...

preocupa nao... deixa de ser paladino mas continua como divine champion!! ;) quase mesma coisa

Unknown disse...

kkkk isso ae chefis eu falei pra ele já kkkk